O nosso ponto de partida assentou no facto de Cabo Verde exercer um fascínio especial sobre nós, pois partilhamos hábitos e costumes, embora saibamos que, no arquipélago, eles assumem uma dimensão muito mais genuína e, antropologicamente, mais rica. Pois bem, tendo em conta o chamamento da cultura cabo-verdiana, pensamos realizar um mergulho pelas coordenadas sócio-culturais e literárias de Cabo Verde e, nesse caminho, encontramos Corsino Fortes e a sua obra.

Em Portugal, entre os leigos em matéria histórica, é corrente considerar o imperialismo português do século XIX, em África, como meramente defensivo, como uma resposta a agressões internas dos autóctones (vistos como “rebeldes”) e ambições externas de outras potências europeias, ávidas de obterem territórios que, por direito histórico, pertenciam legitimamente aos Portugueses.

Ao terminar o primeiro ano da minha administração neste Posto, permita-me V. Ex.ª que exponha, em poucas palavras, o que notei durante a minha jurisdição, desde que assumi a chefia deste Posto .O cargo de chefe de posto, para quem o queira desempenhar cabalmente, dentro do possível, é claro, é muito trabalhoso e acarreta responsabilidades e desgostos.

(...) começamos pela apresentação dos pressupostos teóricos das narrativas de tradição oral; apontamos a problemática conceptual da nomenclatura deste tipo de narrativa; fazemos breves considerações sobre oratura africana; passamos pela origem, estrutura e classificação desta literatura; apresentamos a classificação das narrativas presentes nas obras escolhidas como objecto de estudo deste trabalho, Contos populares de Angola, de Héli Chatelain e Cantos e contos dos ronga, de Henri-Alexandre Junod. 

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