O que se publica, a seguir, são cartas dirigidas pelos leitores ao jornal «Voz Africana».
Iniciei a publicação semanal de «Voz Africana» em 2 de Junho de 1962. Este título é pertença do Centro Africano de Manica e Sofala, Beira, que, na altura, e desde há muito, não dispunha de meios para o editar. 

Porquê um pequeno volume dedicado ao problema da exportação do vinho português para Moçambique?
Na realidade, este problema — porque também é um problema! — envolve muito mais que tal enunciação pode deixar perceber e a sua análise implica, por igual, a análise de todo o processo de relações metrópole-colónia.

A publicação deste trabalho, embora com 26 anos de atraso, tem o mérito de ilustrar brilhantemente o que sempre se afirmou a propósito da defesa e salvaguarda do património representado pela Ilha de Moçambique: nenhuma intervenção tem sentido se não tiver em perspectiva a valorização e a sobrevivência da própria comunidade humana da Ilha, ao lado dos monumentos históricos e das tradições culturais que se pretendem preservar.

Chuva Braba e Os Flagelados do Vento Leste, como representantes maiores da ficção daquele Autor, foram analisadas à luz de uma abordagem de tipo estrutural. Em linhas gerais, em cada uma das narrativas procurei inventariar os elementos estruturais, pôr em relevo o seu valor relativo (a sua funcionalidade) pelo relacionamento orgânico, esteticamente motivado (necessário) e significativo no todo coeso que é a obra; enfim, perspectivar sempre a investigação numa dimensão semântica.

Herdamos do século XX um mundo que se tornou mais pequeno dada a facilidade com que o percorremos, a forma rápida como é possível chegar das mais variadas formas aos lugares mais remotos. Mas esta nova dimensão da distância transformou ao mesmo tempo a nossa noção do mundo, transfigurando-o num espaço maior de diversidade, pois nunca como agora tivemos a percepção da sua total variedade geográfica, social, cultural e humana.

A documentação e os estudos publicados sobre a escravatura e o tráfico de escravos na colonização moderna não têm privilegiado os seus agentes. Para além de casos adornados com aura folclórica e picaresca e de um ou outro negreiro cuja fortuna, verdadeira ou quimérica, o tornou lendário, a ignorância sobre tais protagonistas da história é avassaladora.

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Unidade I&D integrada no projeto com referência UIDB/00495/2020 (DOI 10.54499/UIDB/00495/2020) e UIDP/00495/2020.

 

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