REGIÕES E FRONTEIRAS EM ÁFRICA

O prolongamento das restrições nas viagens internacionais devido ao surto pandemico obrigam o CEAUP e a Associação Cultural Serpa Pinto a adiar o colóquio Regiões de África para data a determinar de 2021. 
Nas datas previstas deste ano, 2 e 3 de Outubro próximo, terá lugar um debate aberto sobre o tópico " A regionalização nos
 Estados africanos". O programa provisório será anunciado durante a próxima semana. 

 

2 e 3 de outubro de 2020 (6ª e sábado) – Cinfães

Organização: CEAUP, Associação Cultural Serpa Pinto - Cinfães

Tornou-se um lugar-comum na bibliografia e mesmo na retórica política considerar as fronteiras africanas como artificiais e os Estados africanos como uma herança colonial. Contudo, não abundam as discussões recentes sobre casos de estudo: as tentativas de (re)organização de regiões dentro dos Estados africanos, as deferentes fórmulas de federalismo experimentadas e, sobretudo, os casos recentes de movimentos de secessão dentro de antigos estados unitários.

Onde fica a linha divisória entre os conflitos inter-estados e intra-estados africanos? Apenas 11% das linhas de fronteiras africanas foram traçadas tendo em conta a geografia humana (isto é, as divisões políticas, linguísticas ou culturais que precederam o novo Estado; note-se que a percentagem correspondente na Europa é de 50%). As guerras ocultas no Saara Ocidental, nos Camarões do Sul, no Togo, no Sudão do Sul, na Somália e no Kivu são exemplos mais ou menos conhecidos que resultam de configurações não aceites pelas populações. Cinquenta anos depois, será que se mantém viável a recomendação da conferência do Cairo (1964) que instava os novos estados a conservar as fronteiras coloniais?

Por outro lado, mesmo nas fronteiras africanas não contestadas (como em muitas outras no resto do mundo), questões como a securitização, os fluxos migratórios legais e ilegais ou a própria fronteira como linha de espera e de negócio têm crescentemente condicionado as dinâmicas sociais.

Uma avaliação sobre as representações sociais e cartográficas que se produzem em conformidade torna-se assim cada vez mais uma prioridade para as ciências sociais. Com este colóquio, espera-se um contributo comparativo atualizado sobre uma questão candente – mas relativamente oculta – da realidade política africana.

  

PRAZOS:

  • Chamada para painéis – de 28 Fevereiro a  31 Março 2020
  • Chamada para comunicações – de 1 de Abril a 31 de Maio  de 2020
  • Validação e notificação de aceitação  – até 15 de Junho de  2020

  

Indicações para painéis e comunicações

  • Painéis (número mínimo de 3 participantes por painel)
  • Comunicações (resumos com máximo de 300 palavras, enviados em duas das línguas de trabalho)  
  • Todas as propostas deverão ser enviadas para o Secretariado do CEAUP: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  

Línguas de trabalho (para propostas de painéis e comunicações)

  • Português /  Inglês / Francês
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