Sum Fâchiku Stockler - No Contexto da Poesia São-Tomense do Século XIX

 

Índice:
Quem é Francisco Stockler na História da Literatura São-Tomense?
A contribuição de Francisco Stockler para a compreensão do universo cultural e literário são-tomense
O preconceito, a problemática da valoração na produção literária: os clichés/A Língua Própria/A Própria Língua
Conclusão
Bibliografia

 


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Documento e Referências


 

Resumo / Abstract

Na contribuição do Stockler para a compreensão do universo cultural e literário são-tomenses, é evidenciada a exaltações das suas ideias iluministas e academicistas. O autor é aluno, por excelência, da Escola Ultra-romântica Portuguesa dos finais do Séc. XIX.
À semelhança de Caetano da Costa Alegre, Marcelo da Veiga, Herculano Levy, Florbela Espanca e António Nobre – Stockler transpõe para a literatura os seus dramas psicológicos, exteriorizando os seus mais profundos sentimentos. Em relação a muitos escritores do seu tempo, utiliza o iluminismo para denunciar as praticas menos correctas, exaltando a perfeição e a ética. Ironiza a utilização da mulher como mero objecto sexual: a questão da estratificação dos angolares e a incompetência do governo colonial, em fazer chegar a administração à totalidade das ilhas.
Como ninguém, como nenhum outro são-tomense do seu tempo, Stockler preocupa-se com a educação, como o único meio civilizador, acerca da qual faz um discurso bastante eloquente no 1º dia de aulas, dirigindo-se aos alunos e aos pais e encarregados de educação, sobre os benefícios da escola, baseados na espiritualidade.
Sobre a valoração literária em Stockler, uma certa critica coloca-lhe o cliché “Poeta Crioulo”. Então, a partir dai limitam-se a tratá-lo assim, quando, na verdade, é um Poeta Bilingue, tendo produzido tanto Crioulo (Lungua Santomé) como em Português.
Stockler demonstrou ser um homem bilingue perfeito, longe dos preconceitos da valoração linguística, sobre os quais é designado “Poeta Crioulo”.


In Stockler contribution to the understanding of the Sao Tomean cultural and literary universe stands cut the exaltation of his enlightened and academicist ideas. He is an excellent example, of the School of Ultra-romantic Portuguese end of 19e century.
Similarity to Caetano da Costa Alegre, Marcelo da Veiga, Herculano Levy, Florbela Espanca and Antonio Nobre, Stockler transfers psychological dramas to the literature, opening up his deepest feelings. Compared to many writers of his time, Stockler enlightenment is a vehicle to denounce the less correct practices, exalting perfection and ethics. The adopts an irony approach to the role women as mere sexual object: to the issue of the stratification of the angolares and to the incompetence of the colonial government to the administration to al the islands.
More then anybody, more than any São-tomeane of his time, Stockler is concerned with education as the only civilizing path, a topic he addresses in quite an eloquent speech at the first day of classes, directing himself to the students, parents and guardians about the benefits of the school, based on spirituality.
As for Stockler literary value, a certain criticism assigns him the cliché “Creole poet.” From that moment on, he is simply called that way he is actually a bilingual poet, who produced both in Creole (Lungwa Santome) and Portuguese.
Stockler as proved to be perfect bilingual, despite the prejudicial linguistic label “Creole poet” he received.

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