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O Movimento Operário em Lourenço Marques 1898-1927

Índice:
INTRODUÇÃO
   NOTAS
01 A IDEOLOGIA
   1.1. O Racismo
   1.2. O Colonialismo
   NOTAS
02 A IMPRENSA
   2.1. Os Simples
   2.2. O Germinal
   2.3. O Emancipador
   NOTAS
03 AS ASSOCIAÇÕES DE CLASSE
   3.1. Organizações Unitárias
   3.2. Associação de Classe dos Empregados do Comércio e Indús tria de Lourenço Marques
   3.3. Associação Marítima
   3.4. Associação de Classe dos Empregados de Tracção dos Cami nhos de Ferro de Lourenço Marques
   3.5. Associação do Pessoal do Porto e Caminhos de Ferro de Lourenço Marques
   3.6. Sindicato do Pessoal da Repartição Eléctrica do Porto de Lourenço Marques
   3.7. Associação de Classe dos Operários da Construção Civil
   3.8. União dos Trabalhadores Africanos
   3.9. Associação de Classe dos Condutores e Guarda-Freios dos Eléctricos de Lourenço Marques
   3.10. Associação das Artes Gráficas de Lourenço Marques — As sociação de Classe
   3.11. Associação dos Funcionários Civis do Estado da Província de Moçambique
   3.12. Associação dos Pequenos Agricultores da Província de Mo çambique
   3.13. Associação de Classe dos Operários Metalúrgicos
   3.14. Associação de Classe dos «Chauffeurs» da Província de Mo çambique
   3.15. Grémio Telégrafo-Postal
   3.16. Associação de Classe dos Empregados do Comércio, Indús tria e Agricultura de Moçambique
   NOTAS
04. O COOPERATIVISMO E O MUTUALISMO
   4.1. Cooperativa Moçambicense
   4.2. Sociedade Cooperativa dos Funcionários de Moçambique
   4.3. Cooperativa Operária de Lourenço Marques
   4.4. Cooperativa Popular da Província de Moçambique
   4.5. Cooperativa dos Funcionários Civis e Militares de Inhambane
   4.6. Caixa de Socorros da Direcção do Porto e dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques
   4.7. Secção de Socorros Mútuos da Associação do Pessoal do Porto e dos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques
   4.8. Montepio Ferroviário
   4.9. Caixa de Socorros do Pessoal da Imprensa Nacional de Moçambique
   4.10. Caixa de Auxílio aos Empregados dos Correios e Telégrafos da Província de Moçambique
   4.11. Associação de Mútuo Auxílio dos Operários Indianos de Lourenço Marques
   4.12. Associação de Operários Chineses Beneficente Boa União
   NOTAS
05. AS GREVES
   5.1. Pessoal dos Carros Eléctricos — 1911
   5.2. Carroceiros — 1911
   5.3. «Greve dos Machambeiros Chinas» — 1913
   5.4. Pessoal dos Rebocadores — 1913
   5.5. Pessoal dos Carros Eléctricos — 1916
   5.6. Pessoal dos Carros Eléctricos — 1919
   5.7. Estivadores do Porto de Lourenço Marques — 1919
   5.8. Metalúrgicos da Casa Le May — 1919
   5.9. Pescadores da Inhaca — 1920
   5.10. Pessoal dos Carros Eléctricos — 1920
   5.11. Alfaiates — 1920
   5.12. Pessoal da Imprensa Africana — 1920
   5.13. Metalúrgicos da Casa David George — 1921
   5.14. Pessoal dos Carros Eléctricos — 1923
   5.15. Marítimos — 1924
   5.16. Pessoal da Companhia do Niassa — 1924
   5.17. Greves Ferroviárias
   5.18. Greve de 1920
   5.19. Greves de 1925 e 1926
   5.20. Greve Geral — Beira, 1925
   5.21. Pessoal da The Delagoa Bay Development Corporation Li mited
   5.22. Estivadores de Lourenço Marques
   5.23. Ferroviários e Portuários de Lourenço Marques
   5.24. Funcionários da Companhia de Moçambique
   5.25. Tripulantes do «Garth Castle»
   NOTAS
06. AS COMEMORAÇÕES DO PRIMEIRO DE MAIO
   6.1. Grupo Desportivo 1.° de Maio
   6.2. As Oito Horas de Trabalho
   NOTAS
07. O CONGRESSO DAS CLASSES TRABALHA DORAS NA PROVÍNCIA DE MOÇAMBIQUE
   7.1. Fundamento
   7.2. Defesa da Pequena Agricultura
   7.3. A Maçonaria
   NOTAS
08. A CASA DOS TRABALHADORES
   NOTAS
09. O PATRONATO DO TRABALHO
   NOTAS
10. A CARBONÁRIA DE LOURENÇO MARQUES
   NOTAS
11. O CENTRO SOCIALISTA
   NOTAS
12. O GRUPO LIBERTÁRIO FRANCISCO FERRER
   NOTAS
BIBLIOGRAFIA


Referência bibliográfica do livro:

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CAPELA, José. 2009. O Movimento Operário em Lourenço Marques 1898-1927. Edited by L. Electrónicos. 1 ed. 1 vols. Porto: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto. Original edition, Ed. Afrontamento.

Da Introdução

Poderá afigurar-se de contraditório deixar escrito(1) não ter ha vido, nas colónias, portuguesas de África, um verdadeiro proletariado actuante e vir agora a público nada mais nada menos do que com a história de um movimento operário em Moçambique. Presumo que resulta claro da análise dos factos inventariados não poder levar-se à conta de uma genuína acção africana o movi mento operário objecto das páginas seguintes. Porque não é, defi nitivamente, africano e porque nada tem a ver com o fenómeno colonial. Para além da circunstância de lugar, a actividade militan te desenvolvida exibe mesmo a peculiaridade de se reclamar de um europeísmo sem equívocos e de nem sequer ter enfrentado contra dições susceptíveis de a levarem a enraizarse no húmus das pecu liares relações económicas e sociais localmente emergentes. A tal propósito, é curioso constatar (...)

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