Delfim José de Oliveira. Diário da viagem da colónia militar de Lisboa a Tete, 1859-1860. Org. José Capela- vol. IV - 2014.

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Índice:

  • I. Estudos
  • Delfim José de Oliveira. Diário da viagem da colónia militar de Lisboa a Tete, 1859-1860. 
  • 1. Biografia de Delfim José de Oliveira
  • 2. As colónias militares
  • 3. O diário
  • II. Documentos
  • 1. Delfim José de Oliveira. A viagem de Lisboa a Tete
  • Parte primeira – De Lisboa a Moçambique
  • Parte segunda – Em Moçambique 
  • Parte terceira – De Moçambique a Tete
  • 2. Gravuras
  • III. Materiais de apoio 
  • Mapas
  • Glossário 
  • Bibliografia
  • Índice Toponímico 

 

1. Biografia de Delfim José de Oliveira
 
Delfim José de Oliveira, filho de José Joaquim de Oliveira e de Rosa Margarida da Silva, nasceu na vila de Penela, distrito de Coimbra, a 15 de Fevereiro de 1821. A 24 de Setembro de 1838, com 17 anos de idade, assentou praça no Batalhão de Infantaria n.º 7. Em 18 de Maio de 1842, 1.º sargento, foi promovido a alferes para a Província de Moçambique. Em 18 de Abril de 1844 foi nomeado ajudante de ordens do governador- -geral de Moçambique. Em 31 de Maio de 1847, tenente da Companhia de Sofala, é exonerado para outra comissão. A 30 de Outubro de 1850, capitão, é nomeado auditor da gente de guerra. A 25 de Outubro de 1852 é nomeado comandante militar da vila de Tete, substituindo o capitão Tito Augusto d’Araujo Sicard. Exonerado, a seu pedido, a 17 de Abril de 1854. A 31 de Março de 1858 passou a servir em Cabo Verde. Regressou a Lisboa por ordem do ministério e por portaria ministerial de 21 de Junho de 1859 foi nomeado comandante da Colónia Militar de Tete, composta da 1.ª Companhia do 2.º Batalhão de Caçadores de Moçambique. A 1 de Julho de 1859 embarcou na fragata D. Fernando comandando o Batalhão que formava a colónia militar destinada a Tete. A 29 de Agosto de 1860 é nomeado pelo governador-geral (1857 -1864) João Tavares de Almeida comandante interino do Batalhão de Caçadores de Moçambique n.º 2 organizado por portaria de 25 de Agosto do mesmo ano. Data de 7 de Setembro a ordem de marcha para Quelimane, a bordo da escuna de guerra Angra. Levava sob as suas ordens a força do mesmo batalhão composta de três oficiais,um facultativo, um enfermeiro, três oficiais inferiores e setenta e um cabos, anspeçadas, corneteiros, e soldados. O mesmo Governador-Geral, por portaria de 20 de Junho de 1861, nomeou Delfim José Oliveira governador interino do distrito de Sofala, pelo que entregou o comando do batalhão ao major governador de Tete, António Tavares de Almeida. Em carta que acompanhava a portaria o governador-geral justifica a nomeação pela desinteligência que havia entre Delfim Oliveira e o governador do distrito. Não deve ter tomado posse do governo de Sofala porque a 10 de Maio de 1861 havia sido promovido a Major da Província de Moçambique pelos «serviços extraordinários» prestados. Partiu para Zanzibar em comissão de serviço a 17 de Outubro do mesmo ano e regressou a 15 de Janeiro de 1862. A 4 de Fevereiro foi nomeado comandante do Batalhão de Infantaria de Moçambique n.º 1 e Major da Guarnição de Moçambique. Em 1863 era tenente-coronel e reformado da Província de Moçambique, sendo, em 15 de Dezembro desse ano, nomeado governador de Tete. Em 3 de Maio de 1864 foi nomeado Plenipotenciário Junto da República do Transval-Boers e em 5 de Abril de 1865 governador de Quelimane. Reformou-se no posto de tenente coronel em Abril de 1868 e regressou à sua casa de Penela (Pinho Leal, 1873). Publicou:
A Província de Moçambique e o Bonga, Coimbra: Imprensa Académica, 1879.
Notícias de Penella: apontmentos historicos e archeologicos, Lisboa: Typ. da Casa Minerva, 1884.
Faleceu em 1889.

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